
Isso Vai Ficar Sempre
Em Minhas Lembranças

Já era
domingo de manhã quando todos chegaram ao hospital.
Mãe de
Taylor (abraçando-a): Filha, graças a Deus você está bem!
Os pais de Mary também a abraçaram. Lucas
ainda estava inconsciente, enquanto Brandow estava em estado de choque.
Pai de
Lucas: Eu preciso saber como está o meu filho!
Mary:
Ele vai ficar bem, senhor Till!
Pai de
Lucas: E a culpa disso tudo é desse garoto!
O pai de Lucas estava se referindo a Brandow,
que estava sentado em um sofá.
Pai de
Lucas: O que deu em você pra fugir com o meu filho? Eu confiei em você, deixei
visitá-lo e é assim que me agradece? Pois fique sabendo que eu vou abrir um
processo contra você, entendeu? Eu vou abrir um processo contra você!
Ele estava muito alterado, enquanto sua mulher
só sabia chorar.
Taylor:
Acalme-se, senhora Till! Já está tudo bem...
Mãe de
Lucas: Meu filho poderia ter morrido, Taylor!
Taylor:
Eu sei, mas a hora dele ainda não chegou. Ele vai ter muita vida pela frente!
O médico trouxe informações.
Médico:
A situação do paciente Lucas Till foi controlada. Por sorte, a situação dele
não se agravou. Ele ficará em observação.
Mãe de
Lucas: Quer dizer que as chances de morrer são de 0%, doutor?
Médico:
Desculpa, senhora, mas ninguém vive com 0% de chances de morrer. Se tudo seguir
bem, seu filho deve voltar pra casa no fim da semana. Com licença!
O médico saiu. Uma enfermeira trouxe uma jarra
de água e serviu aos pais de Lucas e a Brandow.
Enfermeira:
Poderia me acompanhar?
Brandow se levantou sem dizer nada.
Pai de
Mary: Senhor Till, eu sei que você ficou muito preocupado com o seu filho, mas
convenhamos que esse garoto que acabou de sair nos fez um grande favor.
Mary:
Credo, pai! Não fale assim!
Pai de
Mary: Mary, esse tal de Greg, quase matou o Lucas, você e aquela garota! O mais
justo pra ele seria a morte!
Taylor:
O Brandow não fez por querer...
Mãe de
Taylor: Taylor, não se envolva nisso!
Taylor:
Mãe, o pai do Lucas tem que entender que ele não pode processar o garoto! Ele
salvou a nossa vida!
Pai de
Lucas: Mas ele matou uma pessoa e quase se matou junto com o meu filho também!
Taylor:
Senhor Till, não seja ingênuo! O Lucas foi com o Brandow porque ele quis! Ou
melhor, porque ele ama os amigos! Eu tenho certeza que ele não se arrependeria
de dar a vida por nós, assim como nós também nos arriscamos para dar a nossa
vida por ele!
A mãe de Lucas limpou as lágrimas e se
levantou do sofá onde estava sentada.
Mãe de
Lucas: Ela tem razão, querido! Não vamos processar ninguém! Acidentes acontecem
e querendo ou não, eu tenho certeza, que você gostou do que aconteceu.
Pai de
Lucas: Eu não concordo muito com isso...
Mary:
Senhor Till, apenas a família do Greg deve processar o Brandow.
Pai de
Lucas: Ok... Já que estão todos contra mim...
Depois de fazerem alguns exames, Taylor e
Mary, com suas respectivas famílias, foram embora. No colégio, as aulas foram
suspendidas por três dias, em luto a Greg.
Na segunda-feira, Jenny foi até a casa de Mary
visitar a amiga.
Jenny
(abraçando-a): Mary! Que bom que você voltou, amiga! Eu estava quase tendo um
infarto lá em casa!
Mary:
Não exagera, Jenny!
Jenny:
Como não exagera? Você foi sequestrada e eu fiquei super preocupada!
Mary:
Ok... Eu agradeço a sua preocupação!
Jenny:
Me conta como tudo aconteceu!
Mary:
Então senta que a história é um pouco longa.
Depois de contar tudo para Jenny, Mary
convidou a amiga para almoçarem juntas. Convite aceito, elas desceram para a
cozinha.
Jenny:
Como você aguentou ficar esse tempo todo ao lado da Taylor?
Mary:
Sabe que até nem foi tão difícil assim?!
Jenny:
Jura?
Mary:
É, acho que nos enganamos com a Taylor...
Jenny:
Quer dizer que vamos virar amiga dela?
Mary:
Não! Isso jamais! Apesar de tudo, ela ainda continua gostando do mesmo cara que
eu!
Jenny:
É, mas na verdade você não gosta tanto assim do Lucas, né?!
Mary:
De onde você tirou isso, Jenny?
Jenny:
Ué, você tem um caso com o Brandow!
Mary: É
mesmo... Por falar em Brandow, acredita que a Taylor defendeu ele na frente do
pai do Lucas?!
Jenny:
Mentira...
Mary: É
a mais pura verdade! Será que ela também se apaixonou por ele?
Jenny:
Aí fica difícil, né?! Você tem notícias dele?
Mary:
Como eu imaginava, a família do Greg entrou com uma ação na justiça.
Jenny:
Contra o quê?
Mary:
Pela morte do Greg, né! Mas tem outras coisas além disso.
Jenny:
É, ele estava dirigindo sem carteira, fugiu do hospital com o Lucas, tinha
ingerido um pouco de álcool...
Mary:
Mas eu tenho certeza que a família dele vai pagar uma fiança enorme e vai ficar
tudo resolvido!
Na quinta-feira, todos ficaram olhando quando
Mary e Taylor chegaram na sala de aula.
Professor
de História: Atenção, turma! A aula é aqui na frente!
Mary e Taylor sentaram longe uma da outra.
Professor
de História: Todos sabemos o ocorrido com alguns alunos dessa classe, mas isso
não vai cair no vestibular. Então, eu não quero ouvir comentários sobre isso,
ok?! Taylor e Mary, eu lamento pelo que houve. Qualquer coisa contem comigo.
Abram o livro na página 46. Hoje vamos estudar a Guerra do Paraguai. Alguém
poderia falar alguma a respeito desse assunto?
Taylor levantou a mão.
Professor
de História: Fale, Taylor!
Taylor:
A Guerra do Paraguai teve seu início no ano de 1864, a partir da ambição do
ditador Francisco Solano Lopes, que tinha como objetivo aumentar o território
paraguaio e obter uma saída para o Oceano Atlântico, através dos rios da Bacia
do Prata. Ele iniciou o confronto com a criação de inúmeros obstáculos impostos
às embarcações brasileiras que se dirigiam a Mato Grosso através da capital
paraguaia.
Professor
de História: Como sempre, você foi excelente! Turma, essa guerra foi um
massacre total contra o Paraguai! Cerca de 70% da população do país morreu
durante o conflito, sendo a maioria dos mortos, homens.
Jenny:
Professor, toda vez que queremos dizer que alguma coisa não é original, mas sim
pirata, dizemos que essa coisa veio do Paraguai. Eu estudei uma vez sobre essa
guerra, e a minha professora disse que essa expressão foi recorrente deste
conflito.
Professor
de HIstória: E sua professora está certa! O Paraguai era uma excelente país!
Tinha bons índices de desenvolvimento industrial e econômico. Mas após a
guerra, tudo acabou. Até hoje vemos que este país passa por dificuldades
políticas e econômicas. Agora eu quero que vocês façam um resumo, em dupla,
sobre esse assunto.
Brandow chegou na sala atrasado. Os
murmurinhos por parte dos alunos foram muitos.
Professor
de História: SILÊNCIO! Brandow, estamos fazendo um exercício em dupla. Pode se
assentar.
Ele viu que Taylor estava sozinha e sentou ao
lado dela.
Brandow:
Se importa?
Taylor:
Não, fique a vontade.
Brandow:
Estava resolvendo umas paradas sobre o acidente.
Taylor:
É, imagino como deve ser.
Brandow:
Você tem notícias do Lucas?
Taylor:
Não... E você?
Brandow:
Também não! Estou muito preocupado...
Taylor:
É, deve tá sendo difícil pra você...
Jenny e Mary estavam juntas.
Jenny:
Amiga, acho que ele está interessado nela.
Mary:
Claro que não! Ele só sentou com ela, porque ela sobrou.
Jenny:
Mesmo assim! Olha só os dois! Estão num tititi danado!
Mary:
Ele não faz o tipo dela... Eu sei que ela gosta mesmo é do Lucas!
Jenny:
Você que sabe...
No restante do dia, tudo ocorreu bem e na
sexta-feira Lucas já estava em casa. Taylor ficou sabendo da notícia enquanto
jantava.
Mãe de
Taylor: O Lucas chegou, Taylor.
Taylor:
Chegou?! Agora?
Mãe de
Taylor: Foi. A ambulância acabou de sair da casa dele.
Taylor:
Será que eu vou vê-lo?
Mãe de
Taylor: Ah, minha filha, tá muito tarde. Sem falar que ele precisa descansar.
Taylor:
Mas e se ela for primeiro que eu? Eu não posso permitir isso!
Mãe de
Taylor: Ninguém vai lá hoje! A senhora Till conversou comigo e disse que
visitas só sábado à tarde.
Taylor:
Depois disso tudo que aconteceu você e a senhora Till se tornaram grandes
amigas, né, mãe?!
Mãe de
Taylor: Não vou dizer grandes amigas, mas estamos nos dando bem sim. Somos boas
vizinhas. E como estão as coisas lá na escola?
Taylor:
Ah, fica todo mundo comentando o que aconteceu. Eu já tô cansada de ficar
contando sempre a mesma coisa.
Mãe de
Taylor: Isso é normal. Não vai demorar muito para que isso caia no esquecimento
das pessoas.
Taylor:
No das outras pessoas pode cair, mas isso vai ficar sempre em minhas
lembranças... Mãe, vou dormir. Amanhã tenho ensaio da banda cedo.
Mãe de
Taylor: Dorme com Deus, filha! Boa noite!
Taylor:
Amém e boa noite! (rsrs)
Taylor escovou os dentes, trocou de roupa e
quando foi fechar a cortina de sua janela, avistou a janela de Lucas aberta. A
luz estava apagada, mas a lua cheia iluminava um pouco o quarto. Lucas estava
em um sono profundo.
Taylor:
''Meu lindo... Só de imaginar que quase eu te perdi pra sempre, me sinto mal.
Sei que não teria forças para continuar vivendo, mas eu tentaria, mesmo sabendo
que seria um fracasso. Mas para a minha alegria, você não me deixou. Está aí...
Como o anjo que sempre foi... Se eu pudesse, pularia essa janela, invadiria o
seu quarto e deitaria ao seu lado. Me confortaria sobre o seu peito e você
alisaria os meus cabelos... Seria uma linda noite de amor...''
Taylor fechou a cortina, deitou em sua cama e
foi dormir.
Continua
Créditos: Just Taylor
Autor:
Taylor Oliveira

Nenhum comentário:
Postar um comentário