
Casa de Luciana –
Manhã – Quarto de Caio.
Luciana: Aaaaaaaaaaah!
Maria: O que foi menina?
Luciana: Cadê o Caio mãe? Que
brincadeira sem graça é essa? [Ela
procura desesperada]
Maria: Eu não o peguei, achei que
estivesse com você.
Luciana: Não foi a senhora quem
colocou ele para dormir ontem?
Maria: Claro que foi
e ele estava ótimo...
Luciana: A janela!
Maria: O que tem a
janela?
Luciana: A senhora
deixou aberta não foi?
Maria: Eu nem
observei...
Luciana: Ai meu Deus!
Um traficante, um assassino, um pedófilo, um estuprador, qualquer um deles pode
ter levado meu filho. E agora?
Hotel Francis
Adam – Manhã – Quarto de William.
Janayna: Você ficou
doido ou o que? Perdeu o parafuso central da cabeça?
William: Não era pra
isso ter acontecido.
Janayna: Não me diga!
Então me diz por que você perdeu seu filho, se é que podemos chamar de filho.
William: Quer sair da
vida de prostituta? Da vida de mulher barata?
Janayna: Da pra você
falar minha língua?
William: Porque você
não vem junto comigo, finja ser minha esposa ou namorada. Se encontrarmos esse
guri novamente podemos faturar milhões da Luciana.
Janayna: O que? A
Luciana ganha menos que eu.
William: Você que
pensa! A mãe dela é dona de uma das maiores joalherias no Rio e o pai dela é
bancário da Florida.
Janayna: Estou
começando a me interessar...
Sitio Holerrio –
Manhã – Cozinha.
Manoel: Fia mai nós
num podi ficá com essa criança!
Teobalda: Pai o sinhô ta
ficando doido? Cumé que nóis vai deixá essa criança lá na mata? Imagina se os
lobo leva ela?
Manoel: Mai nóis nu
vai podê dá do bão e du mio pra ele não fia. Nóis quase que num vai na cidade!
Teobalda: I eu num sei
pai? Podi deixá que eu cuido dele e vô pegá umas carcinha minha que já tão
pequena i vou usá nele.
Manoel: Óia fia, nóis
vai ficá com ele, mas se pru mode as policia aparecê aí nós tem que escondê
ele.
Teobalda: Pode deixá
pai! I eu já tenho até um nome pra ele, vai se chamá Benedito.
Cadeia – Tarde –
Direção.
Delegado: Pois não.
Luciana:Viemos fazer uma queixa!
Delegado: Sobre o que?
Maria: Sobre o desaparecimento
de Caio George Mesquita.
Delegado: Olha tudo bem, nós até
podemos fazer essa busca, mas como a senhora sabe essa usina de cana de açúcar
está hospedada na nossa cidade é difícil de procurar e essa gente nova que está
na cidade nós estamos podendo confiar em nada.
Luciana: Que seja! Eu vou procurar meu filho em toda a
cidade, vou onde for preciso.
Continua


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