

Sitio Hollerio –
Manhã – Quarto de Teobalda.
Teobalda: Oce só podi cê doido
mesmo, eu num vô na cidadi, inda mais fazê isso.
Brito: Ninguem me vê alem de
você! Preciso que me ajude...
Teobalda: Eu possu inté tentá, mais
ocê vai tê di mi ajudá a beça!
Brito: Trato feito!
Hotel Francis
Adam – Tarde – Quarto de William.
Janayna: E agora? O que a gente
faz? Minhas idéias se esgotaram...
William: De jeito nenhum, temos que
pensar em algo.
Janayna: Pra que essa obsessão
hein?!
William: Eu não cheguei a fazer
nada e ela divorciou-se de mim. Farei o mesmo, divorciarei ela da vida.
Janayna: Como?
William: Quero matar a Luciana, mas
uma morte que o Brasil nunca viu. Vai ser a despedida da tetraplégica que
“iria” desembarcar para a Flórida, quero fazer questão que todo o Brasil veja,
a morte misteriosa de Luciana no aeroporto.
Janayna: Não é atoa que você é
professor! E você já pegou suas coisas na casa da Luciana depois da separação?
William: Peguei algumas... Só falta
uma TV e algumas papeladas.
Janayna: Que tal se fossemos
buscá-los agora?
William: É verdade... Aí eu já
fico livre dessas encrencas, caso meu plano funcione!
Escritório de
Advocacia – Tarde – Sala.
Maria: Você sabe que você é meu
advogado de confiança Marcos.
Marcos: Eu sei Maria, mas é
complicado esse caso. Como vou ganhar uma causa se você mesmo sabe que é
culpada?
Maria: Essa é sua profissão,
formou ou não para ser advogado?
Marcos: Claro que formei.
Maria: Então deixa de ser frouxo e
exerça sua profissão. Diga que não fui eu quem matou o Brito, convença a
policia, senão...
Marcos: Senão o que?
Maria: Logo, logo você encontrará
o Brito!
Casa de Luciana –
Tarde – Lado de fora.
Janayna: Parece que não há ninguém
aí dentro.
William: Melhor ainda! Essa casa já
foi minha então eu posso entrar. [Os
dois entram]
Janayna: Onde estão esses papéis?
William: Estão no quarto, são
papéis escolares e de administração. [Os
dois vão ao quarto]
Estão dentro desta caixa. [Ele
despeja os papéis em cima da cama, Janayna pega um]
Janayna: Você tinha uma micro
câmera?
William: Como você sabe?
Janayna: Aqui está o comprovante, o
que você fez dela?
William: Nossa, faz tanto tempo!
Janayna: Porque comprou uma câmera
tão secreta?
William: No ano passado no
aniversário da Luciana nós enchemos a casa de presentes enquanto ela estava no
serviço, eu instalei a câmera dentro de um vasinho...
Janayna: E? Continua...
William: Espera! Eu não peguei a
câmera, está engatada desde o ano passado.
Janayna: Ué, e ela não desliga não?
William: É uma câmera especial para
agencias de vigilância, se a rede não desligar ela continua ligada.
Janayna: E se a rede desligar?
William: Ela liga sozinha quando
voltar. Vamos até a sala. [Eles chegam a
sala e William pega a micro câmera dentro de um vasinho de plantas]
Janayna: Se conseguirmos ver, da
pra saber quem matou o pai da Luciana.
William: Pega o notebook da Luciana
no quarto. [Ela pega e trás, ele engata
o cabo da micro câmera]
Janayna: Conseguiu?
William: Sim. Deixa eu só acessar
aqui e... Pronto! Vamos ver o que aconteceu aquele dia. [Ele coloca o vídeo]
[No vídeo:
Brito: Agora sabe o que eu farei?
Vou ligar para a policia e te denunciar, isso é crime, a Luciana está sofrendo
com isso.
Maria: Você não fará nada, você
queria um negro na família? Um bebê negro? Meu poupe José Brito.
Brito: José Brito é quem te pariu
Maria, eu não perderei tempo, vou ligar agora.
[Maria retira uma arma da bolsa
e acerta Brito nas costas]
Brito: Ai! Maria...
Maria: Liga agora pra policia
liga,seu covarde. Boiola!
Brito: Me ajuda!
Maria: Ajuda nada! Eu sei cuidar da Luciana e vou cuidar do meu jeito. E como eu não gosto de ver ninguém sofrendo. [Ela atira novamente, os policias batem na porta]
Maria: Ajuda nada! Eu sei cuidar da Luciana e vou cuidar do meu jeito. E como eu não gosto de ver ninguém sofrendo. [Ela atira novamente, os policias batem na porta]
Maria: Socorro! Me ajudem! Aaaai!]
Janayna: A Maria?
William: Agora sim temos o que
queremos, a Maria na palma das nossas mãos!
Continua

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